SÃO PAULO - O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo apresentou variação negativa de 0,34% em junho deste ano, na comparação com maio, após 39 meses de alta. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (7), fazem parte do levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
No sexto mês do ano, de acordo com o levantamento, o grupo Transporte, com queda de 2,07%, foi o que mais contribuiu para o recuo do índice na capital paulista, sendo que os combustíveis, com reajuste médio de -5,44%, sendo de -10,81% para o álcool e de -3,50% para a gasolina, foi o que mais aliviou o bolso do consumidor.
De janeiro a junho, por sua vez, o ICV registrou alta de 3,13%. No acumulado dos últimos 12 meses - entre julho de 2010 e julho de 2011 -, o índice avançou 6,82%.
Segmentos
Além do grupo Transportes, o grupo de Alimentação também ajudou na queda da inflação, ao recuar 0,83%. Somados, Transportes e Alimentação contribuíram com redução de 0,57 ponto percentual no ICV deste mês.
De acordo com o Dieese, os grupos Habitação, Despesas Pessoas e Saúde, com altas respectivas de 0,71%, 0,48% e 0,26% neutralizaram, em parte, a queda, pois tiveram impacto de 0,22 ponto percentual no índice.
No grupo Alimentação, os produtos in natura e semielaborados tiveram o recuo mais representativo, de 2,75%, o que foi determinante para uma taxa negativa nesta categoria. Os demais subgrupos tiveram alta, com os produtos da indústria alimentícia tendo subido 0,66% e a alimentação fora do domicílio aumentado 0,78%.
Em Habitação, o principal impacto veio da alta de 0,46% no subgrupo locação, impostos e condomínio. Em Despesas Pessoais, a única alta veio de Higiene e Beleza (+0,89%). Em Saúde, destaque tanto para assistência médica (+0,26%), quanto para medicamentos e produtos farmacêuticos (+0,27%).
Em relação aos demais grupos, os custos do Vestuário avançaram 0,66%, enquanto os de Equipamentos Domésticos recuaram 0,11%
Produtos in natura e semielaborados têm comportamentos diferentes
O relatório também mostrou a variação nos preços de boa parte dos produtos in natura e dos semielaborados. Legumes, por exemplo, subiram 3,16% no mês. A carne recuou 0,28%, os grãos caíram 2,86% e as aves e ovos mostraram baixa de 3,87%
O preço das frutas também caiu, mas com mais intensidade (-11,45%), em decorrência de oscilações típicas da sazonalidade dos produtos que compõem esse item: morango (-20,91%), laranja (-16,75%) e abacaxi (10,50%).