Por Parceiros InfoMoney Em conteudo-patrocinado  20 mar, 2017 16h30

Mudanças no cardápio: alimentos mais saudáveis ganham espaço e abrem portas para mercado bilionário

Transformação no hábito alimentar da população, ainda que a passos lentos, abre série de possibilidades de novos negócios

Por Parceiros InfoMoney Em conteudo-patrocinado  20 mar, 2017 16h30

Você lembra como eram as gôndolas dos supermercados há dez, quinze anos? Pense na seção de sucos: você encontraria quase que exclusivamente bebidas com muitos aditivos e conservantes, ao menos nas grandes redes de varejo. Esse cenário está mudando: os alimentos orgânicos e saudáveis estão ganhando espaço e abrindo portas para um mercado de potencial bilionário.

Nos EUA, por exemplo, números de uma pesquisa conduzida pelo Nutrition Business Journal mostram que o mercado de alimentos orgânicos somou vendas de US$ 43,3 bilhões em 2015, valor que vem batendo recordes todos os anos. Esse é um sinal que sugere oportunidades de crescimento, embora os produtos orgânicos ainda representem parcela pequena sobre o total de alimentos vendidos nos EUA: aproximadamente 5%.

Para produzir alimentos saudáveis

O debate sobre as mudanças no cardápio esbarra em outra questão importante e que levanta uma série de dúvidas: como definir o que é a alimentação saudável? Bacon, manteiga, ovos, tudo isso é permitido, ao menos aos olhos da pesquisadora em Bioquímica de Alimentos e Alimentos Funcionais Renata Ramos, coordenadora do itt Nutrifor, instituto ligado à Unisinos e que tem como objetivo auxiliar as empresas a desenvolverem produtos saudáveis. “O alimento em si não é um vilão, podemos comer de tudo, desde que respeitando a fisiologia, as recomendações médicas e de nutricionistas; não podemos demonizar o alimento”, alerta.

Para a profissional da área, o principal vilão a ser evitado são os alimentos com muitos aditivos e com consequências desconhecidas na saúde do consumidor. Isso não significa evitar os produtos industrializados, mas buscar produtos com o menor número de ingredientes e que apresentem aditivos naturais. Tudo isso deve ser discriminado ao consumidor no rótulo de modo simples, evitando os jargões do mercado, para aumentar a transparência do que está sendo consumido. Essa é a tendência conhecida internacionalmente como “clean label”.

Esses produtos ainda são minoria no mercado nacional, mas começam a conquistar espaço. Ramos cita como exemplo o caso de Cristina Mosmann, engenheira de alimentos na Mosmann, indústria do segmento de massas e biscoitos da região Sul. A executiva cursou o Mestrado Profissional em Nutrição e Alimentos da Unisinos, que tem como proposta formar o aluno para inovar dentro da própria empresa, e foi exatamente isso o que aconteceu.

Como parte dos estudos, a engenheira formulou um mapa da inovação de produtos dentro da própria empresa, em um processo que resultou no desenvolvimento de uma massa de tapioca sem glúten. A novidade foi eleita o “Lançamento de Produto do Ano”, pela Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), em 2016. Para a coordenadora do instituto, o sucesso aconteceu porque a massa de tapioca seguiu quatro conceitos fundamentais do novo mercado de alimentação: “tem que ser clean label, natural, gostoso e inovador”.

Com dois anos de atuação no itt Nutrifor, Ramos explica que algumas empresas ainda não entram nesse mercado porque os ingredientes costumam ser mais caros, mas relata que há interesse. “Muitas empresas veem essa tendência com bons olhos, percebo que elas querem inovar”, diz. Ainda assim, quando se compara a outros mercados internacionais, esse processo de desenvolvimento está mais avançado no exterior, principalmente na Europa, onde ganha força a tendência conhecida como “farm to table”, em que o consumidor prioriza a compra de alimentos produzidos perto de casa.

Educação para crescer

No Brasil, a professora aposta que o caminho para consolidar o movimento da alimentação saudável é a educação. “Se a criança aprender na escola, na educação infantil, no ensino fundamental e no ensino médio, ele vai levar essa informação para casa e influenciar os pais a comprarem alimentos mais saudáveis”, explica.

O hábito alimentar do brasileiro, explica a coordenadora do itt Nutrifor, passou por uma transição nas últimas décadas, mas migrou de um estado de desnutrição para outro de desnutrição falsa – marcado pelo sobrepeso e pela obesidade. Esse problema está amparado no modelo norte-americano, com grandes porções, e agora é preciso fazer o consumidor entender o que está colocando na mesa. “As escolhas erradas vêm do desconhecimento.”

Para as empresas, contribuir com esse processo de educação do consumidor significa desenvolver seu próprio mercado. Afinal, já existe um nicho a ser explorado e que pode ser desenvolvido, acrescenta a pesquisadora da Unisinos. “Tem um mercado que vai crescer, quem entende e estuda tendências de consumo sai na frente de outras empresas”, afirma.

Para se manter atualizado sobre as novidades e as tendências do mercado, clique aqui e conheça o programa de egressos da Unisinos.

Alimentação Saudável
(udra11)

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