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CONTEÚDO DO LEITOR: A dinâmica da lei da oferta e da demanda

Confira o artigo de Matheus Santos Falcirolli, de 20 anos, estudante de economia publicado na seção do Conteúdo do Leitor, do InfoMoney 

Dinheiro
(Shutterstock/Beto Chagas)

Autor: Matheus Santos Falcirolli, 20 anos. Estudante de economia

Parece ser algo totalmente diferente e estranho, mas acredite você as conhece e convive com elas mesmo que sem perceber, pois não as “veem” nitidamente.

Sabe quando a sua avó ou sua mãe pega aquele carrinho de metal ou um cesto, em algum dia da semana e vai para a feira? Então, a partir dai já começa a dança entre as leis da oferta e da demanda na cabeça de quem vai à feira, ao presumir qual será o preço das coisas que precisará comprar e a quantidade de cada um, levando em conta uma restrição: o quanto de dinheiro tem para gastar.

Vamos à analogia! Imagine que você venda maçãs em uma banquinha, você tem um total de 60 maçãs para vender nesse dia (a sua oferta) ao preço de $1,00, e como de costume, por conhecer o movimento no local presume uma clientela de cerca de 50 pessoas (a sua demanda), ao passo que sabe que irá vender todas as maçãs, independente da quantidade obtida por cada pessoa.

Vamos supor que abra uma empresa perto do local da sua banquinha e os funcionários dela resolvam comprar maçãs para tomar café da manhã, aumentando sua demanda de 50 para 80 pessoas. Com este aumento, algumas pessoas que estavam acostumadas a terem sempre uma maçã disponível para comprar não a encontraram mais lá pelo aumento de pessoas comprando, em outras palavras, a demanda excedeu a oferta, levando a uma escassez da fruta. E agora? Existem duas alternativas:

  1. 1. Você poderá aumentar a sua oferta para se adequar ao aumento dos seus consumidores
  2. 2. Você poderá aumentar o preço da maçã, a fim de que algumas pessoas, que não podem arcar com esse aumento, migrem para o consumo de outros produtos (substitutos, complementares ou inferiores).

Daí você me fala: Claro que optarei pela segunda opção, aumentando o preço eu aumento o meu dinheiro, a minha receita. E eu lhe respondo: Depende. Nem toda elevação de preço leva a um aumento da receita. Isso é algo relacionado ao que chamamos na economia de Elasticidade Preço da Demanda.

Se a demanda da maçã for inelástica, isto é, se a mudança do preço provocar uma mudança na quantidade demandada menor que a mudança do preço... Em outras palavras: se a elevação do preço não provocar uma diminuição significativa na quantidade demandada (não houver grande perda dos consumidores) haverá o aumento da arrecadação, aumento da receita.

Ao passo que se a demanda da maçã for elástica, a elevação do preço levará a uma diminuição significativa dos consumidores, levando a diminuição da receita.

Há cálculos e fórmulas que determinam esses valores para classifica-las conforme seu tipo de elasticidade, porém este não é o objetivo do blog.

Na lei da oferta a relação entre preço e quantidade é proporcional, o preço aumenta, a quantidade ofertada aumenta. No caso da lei da demanda a relação é inversa, o preço aumenta, a quantidade demandada diminui (você não gosta quando paga R$ 4,00 em uma barra de chocolate e do nada ela aumenta para R$6,00, não é mesmo?).

Podemos perceber que os preços influenciam as decisões das empresas e dos consumidores. Preços baixos estimulam o consumo e acanham a produção. Preços altos acanham o consumo e estimulam a produção.

Vale ressaltar que demanda não necessariamente é consumo, dado que é possível querer e não consumir. Demanda é desejo, uma necessidade a ser suprida!

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