SÃO PAULO - A confiança do consumidor bateu recorde em janeiro, sugerindo que o brasileiro continua seguro em 2012. O INC (Índice Nacional de Confiança do Consumidor), divulgado nesta quarta-feira (8) pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo), atingiu 178 pontos, o que representa alta de 5 pontos em relação a dezembro, quando estava em 173 pontos.
Em relação a janeiro de 2011, quando estava em 161 pontos, o índice registrou alta significativa de 17 pontos. Lembrando que o estudo aponta otimismo quando o indicador está acima de 100 pontos e pessimismo quando se encontra abaixo dessa pontuação.
Para o presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Rogério Amato, a percepção do otimismo do consumidor pode se concretizar. “Os números mostram que o brasileiro continua confiante no desempenho da nossa economia. E, se não houver um agravamento da crise europeia, tudo leva a crer que essa percepção otimista dos consumidores poderá se concretizar este ano”, completa.
Destaques
Os consumidores da região Sul são os mais otimistas, com 216 pontos conquistados em janeiro deste ano, ante 147 de dezembro. Em seguida, aparece a região Sudeste, que alcançou os 190 pontos, ante os 177 pontos de dezembro.
Em seguida, aparece a região Norte/Centro-Oeste, com 188 pontos em janeiro, contra 222 pontos em dezembro. A região Nordeste, por sua vez, continua sendo a menos otimista, com 145 pontos em janeiro, 2 a mais que os 147 pontos verificados um mês antes.
Na análise por classes sociais, a C aparece como a mais confiante, com 189 pontos. Em segundo lugar, estão os consumidores das classes A/B, que registraram 171 pontos, contra os 178 de dezembro. As classes D/E dispararam de 153 pontos em dezembro para 157 em janeiro.
Expectativas para o futuro
A parcela de pessoas que acham que a economia em que vivem estará mais forte nos próximos seis meses ficou em 51% este mês, dois pontos percentuais acima do registrado em dezembro. O índice dos que acreditam que a economia local estará mais fraca ficou em 10% em janeiro.
Por fim, o percentual das pessoas que dizem achar que sua situação financeira pessoal estará melhor daqui a seis meses ficou em 65%. A parcela dos que consideram que ela estará pior, porém, caiu 7 pontos percentuais, atingindo os 7%.