SÃO PAULO - Os principais contratos futuros de petróleo fecharam com sinais opostos nesta quinta-feira (2). O aumento dos estoques da commodity nos EUA pela segunda semana consecutiva, demonstrando queda na demanda pelo combustível, puxou o preço do petróleo de Nova York para a sexta semana consecutiva de baixa. Enquanto isso, as tensões entre o Irã e o Ocidente limitam as quedas dos preços, uma vez que os investidores temem pela oferta da commodity.
As reservas de petróleo dos Estados Unidos aumentaram em 4,18 milhões de barris na semana passada, muito acima do consenso das projeções de mercado e 2,4 milhões para o período, anunciou o Departamento de Energia do país. Já os estoques de gasolina cresceram o triplo frente a alta antecipada pelos analistas.
Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 112,31 no pregão desta quinta-feira, alta de 0,46% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em março, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 96,36 por barril, configurando uma baixa de 1,28% frente ao fechamento anterior.
Tensões no Irã
A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) disse nesta quinta que voltará ao Irã nos próximos dias 21 e 22 de fevereiro. A organização esteve no país no último mês, contudo, eles apenas conversaram com as autoridade locais e analisaram os documentos, sem visitar as usina do país.
Uma delegação de seis pessoas regressou nesta quarta-feira a Viena após uma visita que tinha por objetivo esclarecer temas pendentes, depois de um informe da agência divulgado em novembro mencionar uma possível dimensão militar do programa nuclear iraniano. O chefe dos inspetores da AIEA, o belga Herman Nackaerts, disse que ainda há muito trabalho a ser feito com o Irã sobre seu programa nuclear. Contudo, a missão de três dias no país foi considera boa pelo belga, que não ofereceu mais detalhes.