SÃO PAULO - Os principais contratos futuros de petróleo fecharam com sinais opostos nesta quarta-feira (1), acompanhando a indefinição trazida após a divulgação dos estoques da commodity nos Estados Unidos, que surpreendem o mercado negativamente. Enquanto isso, os números da atividade manufatureira da China, segundo maior consumidor da commodity do mundo, e Europa, animaram os investidores na sessão.
Também repercutiram no mercado as tensões entre o Irã e o Ocidente. A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) disse que ainda há muito por fazer a respeito do programa nuclear iraniano, após uma missão de três dias no Teerã. Contudo, o chefe dos inspetores da agência, Herman Nackaerts, afirmou que eles estão determinados a resolver todas as questões pendentes e os iranianos comentaram que também estavam comprometidos.
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 111,80 no pregão desta quarta-feira, alta de 0,66% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em março, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 97,61 por barril, configurando uma baixa de 0,88% frente ao fechamento anterior.
Agenda
Os estoques de petróleo dos Estados Unidos avançaram em 4,2 milhões de barris, ou 1,2% no período entre 23 e 27 de janeiro, chegando ao patamar de 338,9 milhões de barris. No mesmo período, os estoques de gasolina aumentaram em 3 milhões de barris, ou 1,3%, para 230,1 milhões de barris.
Já no front europeu, o PMI (Purchasing Managers’ Index) do setor manufatureiro do bloco econômico subiu para 48,8 pontos no mês de janeiro, frente aos 46,9 pontos registrado em dezembro, apontando uma desaceleração na contração da atividade do bloco. Enquanto isso, o PMI chinês também apontou avanços nas condições de negócios, segundo informações divulgadas pelo Instituto Markits, em conjunto com o HSBC. O indicador aumentou para 50,5 de 50,3 pontos em dezembro, registrando o segundo mês consecutivo de alta.
Irã
O ministro de relações exteriores do Irã, Ali Akbar Salehi, reiterou a disposição de Teerã para retomar as negociações sobre o programa nuclear, com o Grupo 5+1, composto pelos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) e a Alemanha.
Por sua vez, a agência de inteligência dos Estados Unidos acredita que o Irã está preparado para lançar um ataque terrorista contra o território norte-americano em resposta às ameaças dos EUA e seus aliados, declarou nesta tarde o diretor nacional de inteligência, James Clapper.