SÃO PAULO - Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (26), diante da desvalorização do dólar em relação ao euro. Os investidores também aumentaram seu apetite ao risco após o Federal Reserve anunciar na véspera que vai continuar com a taxa de juro baixa até 2014. A autoridade monetária ainda elevou as expectativas para novas rodadas de estímulo na economia dos Estados Unidos, contribuindo para o otimismo do mercado.
Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 110,79 no pregão desta quinta-feira, leve alta de 0,27% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em fevereiro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 99,70 por barril, configurando uma alta de 0,30% frente ao fechamento anterior.
Agenda econômica
Os indicadores econômicos dos Estados Unidos vieram mistos nesta quinta, limitando os ganhos da commodity. O número de casas novas vendidas nos EUA em dezembro ficou abaixo do esperado pelo mercado. O New Home Sales marcou vendas anualizadas de 307 mil casas no mês, abaixo das expectativas de 321 vendas no período.
Ademais, o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos subiu em 21 mil na passagem semanal, mas a tendência ainda é de melhora nas condições do mercado de trabalho do país. Já o o número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana veio melhor do que o esperado, com avanço de 3,0% no referido mês. Por fim, o Leading Indicators registrou variação positiva de 0,4% no mês de dezembro. O índice veio abaixo das expectativas do mercado, de avanço de 0,7%.
Europa
O velho continente também seguiu no radar dos investidores com a reunião de credores privados com o governo grego para definir detalhes sobre a reestruturação da dívida da Grécia, a fim de evitar um default no país. Já em Davos, na Suíça, seguiram os debates no Fórum Econômico Mundial, com a crise da dívida da Zona do Euro dominando as discussões.
Irã
Decidido a retaliar à União Europeia o embargo a sua produção petrolífera, o Parlamento Iraniano pode aprovar uma lei que congele imediatamente as exportações da commodity ao bloco econômico, informou a mídia local nesta quinta-feira.
Mais cedo na semana, a UE decidiu banir as compras de óleo bruto do Irã, a partir de 1º de julho, mais uma sanção em resposta ao programa nuclear do país. A janela de quase seis meses foi escolhida para dar tempo para que as economias do continente mais dependentes dessas importações encontrem alternativas à commodity iraniana.