SÃO PAULO - O Santander aumentou seu preço-alvo das ações da Cielo (CIEL3) para o final de 2012 de R$ 52,40 para R$ 61,50. Com a mudança de cálculo, agora o potencial teórico de valorização ficou em 4,61% frente a cotação de 17 de fevereiro. O banco manteve a recomendação de compra para a companhia.
Como justificativa para a alteração, o analista Renato Schuetz afirma que a oferta do Itaú Unibanco (ITUB4) pelas ações da Redecard (RDCD3) libera valor para a Cielo no curto prazo. "Acreditamos que a iniciativa do Itaú irá ajudar a aumentar a percepção de valor das adquirentes brasileiras", escreve o analista.
No médio prazo, o analista enxerga que o fluxo adicional de negociações pode afetar de forma positiva o preço da ação em aproximadamente 12%, se os R$ 4 bilhões em volume (33% da oferta dos papéis da Redecard) forem transferidos para CIEL3.
Considerando um horizonte de longo prazo, Schuetz acredita que a Redecard pode perder clientes se passar a ser totalmente controlada pelo Itaú Unibanco, abrindo espaço para migração para outra adquirente. Neste ambiente, o analista destaca o poder comercial da Cielo e a capilaridade de seus acionistas controladores - Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBSA3).
"Nossas expectativas para o longo prazo melhoraram com base na expectativa de crescimento mais forte do volume de mercado", acrescenta o analista, que espera uma CAGR (taxa média de crescimento composto) no volume de cartões de 20,4% para o período entre 2011 e 2014.
Riscos do investimento
Para Schuetz, os riscos do investimento em Cielo estão relacionados, principalmente, a iniciativas regulatórias e legislativas em curso que podem afetar a lucratividade do setor, concorrência mais forte por parte de novas empresas e/ou concorrentes existentes, além do risco de execução ligado ao seu segmento de antecipação de recebíveis.