SÃO PAULO – O Credit Suisse afirma em relatório que apesar de o Governo estar praticamente decidido a prorrogar por mais 30 anos as concessões de usinas hidrelétricas, distribuidoras de energia e linhas de transmissão que vencem em 2015, os atrasos nos processos de regulamentações e a perspectiva de tarifas menores podem interferir nos resultados da Cesp (CESP6).
Considerado a companhia a mais exposta ao processo de regulamentação, o banco não recomenda a compra da ação CESP6. Além disso, mantém a recomendação neutra sobre as ações da companhia, estimando um preço-alvo de R$ 36,75 - o que representa um downside de 14,84%, se comparado ao fechamento do dia 10 de fevereiro.
Alerta para condições do processo
Para o analista Vinicius Canheu, se a prorrogação das concessões for realmente decidida em breve, aconteceria a tempo para que o leilão de energia atenda a demanda, já que maioria das concessões estão prevista para encerrar no final de 2012. No entanto, ele explica que mais importante do que a própria decisão, são as condições para a sua execução.
"Continuamos a acreditar que, enquanto a posição oficial do Governo é o gatilho para a maioria dos investidores, estamos realmente mais preocupados com as condições e o tempo, uma vez que podem acarretar em atrasos significativos para o processo potencial de privatização", explica o analista.
Além disso, o analista afirma que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) precisa definir ainda os limites máximos de preços para o "leilão de energia velha" de 2011 em R$ 82 por megawatt/hora. "Acreditamos que as “concessões amortizadas” precisam vir com um desconto para isso", finaliza o analista Vinicius Canheu.