SÃO PAULO - Depois de apresentar uma rentabilidade 2,98 pontos percentuais abaixo do Ibovespa, em 8,16%, durante o primeiro mês do ano, a Omar Camargo decidiu modificar sua carteira recomendada para fevereiro.
A novidade é a ação do Banco do Brasil (BBAS3), que foi alocada no portfólio com peso de 8%. Já a Fertilizantes Heringer (FHER3) e a Cremer (CREM3) foram retiradas da seleção de um mês para o outro. A maior queda entre os papéis escolhidos anteriormente, porém, da Eletrobras (ELET6), não foi o suficiente para tirá-la da relação de top picks, depois da baixa de 4,66% na Bolsa.
De acordo com o relatório, um dos grandes motivos pela desvalorização dos ativos ELET6 foi a queda do dólar frente ao real durante os últimos 30 dias. A Omar Camargo lembra que a elétrica estatal é grande credora de recursos com a moeda norte-americana.
Confira as preferências da Omar Camargo para fevereiro:
Grandes altas no mês
A corretora ressalta os ganhos registrados pelas principais blue chips brasileiras, a Vale (VALE5) e a Petrobras (PETR4). No mês passado, as altas foram de 12,88% e 15,23%, respectivamente. Segundo os analistas Eduardo Dias e Felipe Rocha, esses movimentos positivos foram decisivos para o avanço do benchmark no período.
Além disso, as perspectivas econômicas se mostraram mais otimistas, depois que o Fomc (Federal Open Market Committee) acenou com a manutenção do menor nível histórico das taxas de juros até o fim de 2014, e que as nações europeias conseguiram emitir títulos públicos a custos menores. A perspectiva de que a desaceleração da atividade chinesa não vai ser tão intensa também impulsionou o mercado de ações, diz o relatório.
Por fim, a Omar Camargo cita a OGX (OGXP3) como grande destaque do Ibovespa. As ações subiram 21,51% depois que a petrolífera de Eike Batista começou a perfuração no campo de Waimea para a extração do primeiro óleo, que a torna geradora de caixa.
Reforço de investimento
Depois dos ganhos apresentados pela Petrobras, a corretora decidiu também aumentar seu peso na carteira recomendada, de 6% para 10%. O mesmo aconteceu com os papéis da ALL (ALLL3), subindo de 6% a 12%. Em janeiro, os ativos ALLL3 apresentaram valorização de 8,06%.