Suíços desistem de comprar hotel de Eike Batista após encontrar até aedes aegypti

O grupo Acron havia acordado a compra com Eike em fevereiro de 2014, por R$ 225 milhões - dinheiro muito bem-vindo para resolver os problemas do grupo EBX

Por Felipe Moreno
 06 jan, 2016 12h45
Eike Batista
(Bloomberg)

Felipe Moreno

SÃO PAULO - Iniciada em 2012, a crise de Eike Batista ainda não acabou. De acordo com a Folha, o golpe desta vez é a desistência do fundo suíço Acron, que investe no setor imobiliário, de comprar o hotel Glória, no centro do Rio de Janeiro e que está em um processo de revitalização desde sua aquisição por Eike, em 2008. 

O grupo Acron havia acordado a compra com Eike em fevereiro de 2014, por R$ 225 milhões - dinheiro muito bem-vindo para resolver os problemas do grupo EBX. Agora, os suíços estão formalizando o distrato da compra do hotel, que é um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro, mas que está às moscas. Literalmente.

Desde 2013, as obras de restauração do hotel estão paradas. Não ficou pronto para a Copa do Mundo e nem ficará para as Olimpíadas deste ano. Com a paralisação, o local até virou foco do mosquito Aedes Aegypti, transmissor dos vírus da dengue e zika. 

O projeto perdeu incentivos fiscais que haviam sido oferecidos pela Prefeitura e apenas conta com seguranças no local, guardando a entrada do canteiro de obras. 

A revitalização deste hotel, fundado em 1929, era mais um dos projetos de revitalização do Rio de Janeiro que Eike tinha em mente - mas acabou não conseguindo executar por conta da forte crise em suas empresas, puxadas pela petrolífera OGX. 

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