Salário mínimo do Estado de São Paulo aumenta para R$ 1 mil

Criado em 2007, o piso salarial regional paulista é uma medida para que os trabalhadores do estado recebam remunerações maiores do que o salário mínimo nacional

 15 mar, 2016 11h22
Júlia Miozzo
Dinheiro
(Marcos Santos/USP Imagens)

SÃO PAULO – Na última segunda-feira (14), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou o projeto de lei que aumenta o salário mínimo do Estado em 10,5%, passando de R$ 905 para R$ 1 mil.

Segundo informações do portal G1, o novo salário mínimo não se aplica a categorias que tenham outros pisos definidos em lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho. Trabalhadores domésticos, de serviço de limpeza e manutenção, de higiene e saúde, auxiliares de serviços gerais e motoboys são alguns dos profissionais que passam a receber o salário mínimo maior.

Criado em 2007, o piso salarial regional paulista é uma medida para que os trabalhadores do estado recebam remunerações maiores do que o salário mínimo nacional.

O novo salário mínimo abrange duas categorias. Confira quem se encaixa em cada uma:

De R$ 905 a R$ 1 mil
Estão inclusos nesta faixa os trabalhadores domésticos, serventes, trabalhadores agropecuários e florestais, pescadores, contínuos, mensageiros e trabalhadores de serviços de limpeza e conservação, trabalhadores de manutenção de áreas verdes e de logradouros públicos, auxiliares de serviços gerais de escritório, empregados não-especializados do comércio, da indústria e de serviços administrativos, cumins, “barboys”, lavadeiros, ascensoristas, “motoboys”, trabalhadores de movimentação e manipulação de mercadorias e materiais e trabalhadores não-especializados de minas e pedreiras; operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais, de máquinas da construção civil, de mineração e de cortar e lavrar madeira, classificadores de correspondência e carteiros, tintureiros, barbeiros, cabeleireiros, manicures e pedicures, dedetizadores, vendedores, trabalhadores de costura e estofadores, pedreiros, trabalhadores de preparação de alimentos e bebidas, de fabricação e confecção de papel e papelão, trabalhadores em serviços de proteção e segurança pessoal e patrimonial, trabalhadores de serviços de turismo e hospedagem, garçons, cobradores de transportes coletivos, "barmen", pintores, encanadores, soldadores, chapeadores, montadores de estruturas metálicas, vidreiros e ceramistas, fiandeiros, tecelões, tingidores, trabalhadores de curtimento, joalheiros, ourives, operadores de máquinas de escritório, datilógrafos, digitadores, telefonistas, operadores de telefone e de "telemarketing", atendentes e comissários de serviços de transporte de passageiros, trabalhadores de redes de energia e de telecomunicações, mestres e contramestres, marceneiros, trabalhadores em usinagem de metais, ajustadores mecânicos, montadores de máquinas, operadores de instalações de processamento químico e supervisores de produção e manutenção industrial.

De R$ 920 para R$ 1.017
Já na segunda faixa de salário estão administradores agropecuários e florestais, trabalhadores de serviços de higiene e saúde, chefes de serviços de transportes e de comunicações, supervisores de compras e de vendas, agentes técnicos em vendas e representantes comerciais, operadores de estação de rádio e de estação de televisão, de equipamentos de sonorização e projeção cinematográfica e técnicos em eletrônica.

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