SÃO PAULO – Seguindo o mesmo sentido apontado no fechamento da véspera, o dólar comercial começa os trabalhos nesta quarta-feira (14) em forte alta de 1,13%, cotado a R$ 1,871 na venda.
“Nesta sessão, os players internacionais e locais seguem guiados pelo noticiário da crise, que sustenta o pessimismo e as perdas dos preços dos ativos mais arriscados, uma vez que não há perspectivas de curto prazo”, esclarece a diretora da AGK Corretora de Câmbio, Miriam Tavares.
Na véspera, os investidores se frustraram com o fracasso do Federal Reserve em anunciar novas medidas de estímulo para economia norte-americana. O banco central dos EUA manteve as taxas de juros do país - o que já era esperado -, mas não melhorou a comunicação com o mercado e nem sinalizou para a ampliação do programa de compra de ativos, o que azedou o humor do mercado.
Europa
Por sua vez, a Europa segue no radar. O governo da Itália vendeu nesta quarta € 3 bilhões em títulos de médio prazo, atingindo o máximo previsto, com juros recordes.
O rendimento exigido pelo mercado para comprar os papéis com vecimento em 2016 atingiu 6,47% - a maior remuneração paga desde que o país entrou na Zona do Euro.
"Os os players globais devem continuar aumentando suas posições defensivas, embora algumas notícias ou sinais positivos possam amenizar pontualmente o clima tenso dos mercados”, reforça Miriam ao referir-se ao leilão de títulos na Alemanha que, com juro de 0,29%, parece animar um pouco os investidores nesta manhã.
Indicadores
Na agenda doméstica desta quarta-feira, os investidores acompanham o vencimento de opções sobre os contratos futuros do Ibovespa. Ainda por aqui, o Banco Central divulga o fluxo cambial, dado apresentado semanalmente que representa o movimento de entrada e saída de dólares do País.
O Banco Central reporta ainda os dados do IBC-Br, indicador que incorpora a trajetória das variáveis consideradas essenciais para o desempenho de três setores da economia: agropecuária, indústria e serviços.
Nos Estados Unidos, o investidor conhecerá o Import Prices (ex-oil) com os preços dos bens produzidos nos país e vendidos ao restante do mundo. Nesse índice são excluídas as cotações de petróleo. Também sai o Export Prices (ex-agr), indicador que exclui a produção agrícola norte-americana. Também nos EUA, o investidor conhecerá o relatório semanal de Estoques de Petróleo norte-americano.