SÃO PAULO – Em um dia marcado pelo aumento do otimismo internacional, o dólar comercial abre os trabalhos em leve queda de 0,05%, cotado a R$ 1,757 na venda. Trata-se do mesmo caminho apontado na véspera, quando a divisa fechou a sessão apurando perdas de 0,73%, cotado a R$ 1,758.
O dólar acompanha o movimento dos mercados que respiram a possibilidade do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) ser ampliado de € 440 bilhões para € 2 trilhões, como afirmou o jornal britânico The Guardian na véspera. Essa elevação é fruto de um novo acordo entre as duas principais economias da Zona do Euro, França e Alemanha.
Por outro lado, nesta manhã, duas autoridades da União Europeia revelaram à Reuters que nenhum acordo foi alcançado sobre a ampliação do fundo de resgate da Zona do Euro.
Mesmo assim os investidores seguem otimistas, uma vez que as autoridades da UE disseram também que qualquer acordo possivelmente aumentará o fundo em cerca de 3 a 5 vezes, mas que esse não seria o valor total e, que provavelmente, a expansão seria de no máximo € 1,5 trilhão.
Agenda cheia
Na agenda de indicadores do dia, os investidores acompanham o desfecho da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que definirá os rumos da taxa básica de juro nacional.
Nos Estados Unidos, destaque para a divulgação pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) do Livro Bege, relatório sobre a atualidade econômica norte-americana, um compilado de informações dos bancos centrais regionais.
Ainda por lá, será revelado o CPI (Consumer Price Index), índice de preços ao consumidor, e o Core CPI, que exclui os custos relativos à alimentação e energia. Também sairá o Housing Starts, índice que aponta o número de casas que começam a ser construídas, e o Building Permits, que mostra o número de autorizações para a construção de imóveis.
A principal economia do mundo também reporta o relatório semanal de estoques de petróleo, organizado pela EIA (Energy Information Administration). Por fim, discursa nesta data nos EUA o presidente do Fed de Atlanta, Dennis Lockhart.
No Reino Unido, os investidores digerem à divulgação da minuta da reunião do Banco Central da Inglaterra, o BoE (Bank of England). Ainda na Europa, o BCE (Banco Central Europeu) reporta as transações correntes de agosto.