SÃO PAULO - O analista Paulo Ribeiro, do HSBC, elevou na última sexta-feira (17) o preço-alvo das ações da BM&FBovespa (BVMF3) de R$ 11,60 para R$ 15,00, com base na redução no custo do capital próprio e da menor interferência do governo.
Além disso, o banco atribuiu o movimento ao menor risco com a concorrência, já que a instituição financeira espera que os novos players - Direct Edge e BATS - entrem no mercado acionário brasileiro somente a partir de 2014.
O banco reduziu o custo de capital próprio de 11,7% para 13,4%, assim como foi reduzido o beta de 1,25 para 1,10 para as ações BVMF3, tendo em vista a menor interferência do governo no mercado de capitais, exemplificado com a recente eliminação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Também foi ressaltado pelo analista o ponto de entrada que foi criado com o enfraquecimento dos preços das ações, refletindo o resultado do quarto trimestre do ano passado, quando o lucro líquido de R$ 191 milhões chamou a atenção do mercado e levou a uma desvalorização da ação - no pregão seguinte à divulgação do resultado, as ações caíram 2,19%, movimento que teve prosseguimento na sessão seguinte, quando a desvalorização foi de 2,32% -, complementou o analista.
Recomendação "overweight"
Apesar da possibilidade do mercado continuar volátil, Ribeiro acrescentou que "a ação da BM&FBovespa ainda é um dos melhores meios para obter a exposição à melhoria na percepção de risco em virtude dos eventos recentes na Europa e da contínua melhoria na recuperação da economia norte-americana".
Diante disso, o banco reiterou sua recomendação overweight (desempenho acima da média) para as ações da companhia, com base no potencial de valorização dos papéis de 27,55% em relação ao fechamento da última sexta-feira (17).
Novas projeções para 2012 e 2013
Ademais, o HSBC também ajustou negativamente suas estimativas de lucro líquido para este ano, reduzindo em 4,6%, para R$ 1,327 milhões, com base no aumento da alíquota tributária. Apesar disso, o número ainda é 10,7% acima do consenso do mercado, mostra o relatório. Já para 2013, o banco estima um lucro líquido de R$ 1,529 milhões, ou 5,6% acima do consenso dos analistas.