SÃO PAULO - Com a volta massiva dos investidores estrangeiros ao Brasil, que geraram um volume financeiro diário médio de R$ 7 bilhões até agora no trimestre, o Barclays resolveu elevar o preço-alvo para as ações da BM&F Bovespa (BVMF3) em R$ 1, para R$ 12,50.
A recomendação foi mantida em equalweight, o que corresponde a uma expectativa de rentabilidade similar à média do setor em um horizonte de 12 meses. Com a mudança de cálculo, agora o potencial teórico de valorização ficou em 6,29% frente a cotação de 16 de fevereiro.
Projeções
Para 2012, a casa de research aguarda um aumento anual de 15% nas receitas da plataforma do mercado de ações da bolsa. Mas a equipe do analista Henrique Caldeira não realizou grandes mudanças de estimativas para a empresa. O volume médio diário esperado continua em R$ 8,6 bilhões para o ano que vem, e múltiplos não atrativos com baixo dividend yield, ou rentabilidade no pagamento de proventos frente ao preço da ação, de 4,4%. “Não vemos um ponto de entrada”, afirma o relatório.
Os riscos de competição mais acirrada nos próximos períodos, com a possível chegada de outras companhias de negociação com ativos, foram afastados com a teleconferência que a bolsa realizou na última quarta-feira (15). “A administração fez um bom trabalho ao expressar sua visão confiante”, diz o Barclays.
A BM&F Bovespa não tem interesse em oferecer serviços para os possíveis competidores, pelo menos até que suas casas de liquidação estejam totalmente integradas. Se uma nova plataforma quisesse se juntar ao sistema atual, investimentos e despesas adicionais seriam necessários, e o banco não acredita que isso seria positivo economicamente.