Risco de Crédito

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Blog por Rodrigo Amato  

Olá amigos! Da última vez falamos sobre os tipos de risco do ponto de vista financeiro. Vamos agora abordar o primeiro deles: o Risco de Crédito.

Quando se empresta dinheiro a uma outra parte, seja pessoa física ou jurídica, temos sempre o risco de não receber de volta aqueles recursos. Por exemplo, quando um pai empresta dinheiro ao filho, sabe que dificilmente verá aquele dinheiro novamente! Isso é o risco de crédito, mas nesse exemplo familiar ele é bem administrado. Já existe a expectativa do não recebimento.

Quando olhamos pela perspectiva de um banco, para alguns de nós já é esperado o não pagamento, ou o calote. Todas as instituições financeiras possuem formas diversas de análise desta probabilidade (de recebimento ou não), que levam em conta o histórico do tomador, seu presente e seu futuro. A ponderação de tudo isso concluiu em uma nota, o que é conhecido no mercado como rating, e por ele se tem uma idéia de qual a expectativa do retorno necessário para compensar o risco.

Mas por que nunca ficamos sabendo qual o nosso rating? No Brasil isso não é comum, como é nos Estados Unidos, por exemplo. Os bancos por aqui não divulgam suas classificações de risco ao mercado e/ou ao cliente, mas é possível se ter uma idéia de quanto custa no mercado a sua probabilidade de não pagar, ou seu spread de créidto. Uma forma mais simples é, por exemplo, descontar a taxa SELIC da taxa de juros ao ano cobrada de você pelo banco. É claro que esta é uma simplificação, pois os bancos ainda têm de pagar impostos, salários de seus funcionários, custos administrativos, entre outras despesas, mas essa já é uma boa medida para que você possa comparar o quanto estão lhe cobrando hoje e o quanto lhe cobravam há algum tempo atrás.

Agora falando da perspectiva do investidor, como é difícil termos acesso a todas as informações de uma empresa para podermos analisar com técnica e com calma suas demonstrações e suas projeções, normalmente títulos de crédito privado ou público (lembre-se que Títulos Públicos nada mais é do que você emprestar dinheiro ao Tesouro Nacional) são acompanhados de uma classificação de risco, feito por agências de rating profissionais. Pois é, as mesmas que em 2.008 garantiam que não existia o subprime, mas como elas ainda persistem e o mercado confia, é a melhor informação que se tem para a tomada de decisão.

Sendo o risco uma incerteza, quantifica-lo com exatidão é impossível. Portanto, devemos nos cercar de informações e agentes ou pessoas qualificadas para fazer esta análise e então nos ajudar a responder: vale o risco?

Grande abraço e até próxima!

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

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Perfil do blogueiro

É consultor de valores mobiliários credenciado pela CVM e sócio da Mark 2 Market. Faz parte do corpo docente do Instituto Educacional BM&FBovespa. Atuou como estruturador de produtos de derivativos e renda fixa nos bancos Itaú e Santander e como membro da Comissão de Títulos do Agronegócio na Anbima. Contato: rodrigo.amato@mark2market.com.br