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O com juros e o sem juros: de que lado você está?

Titãs dos multimercados brasileiros, SPX e Verde, dividem-se sobre posições em renda fixa brasileira

Decisão
(Shutterstock)

A estratégia de ganhar com títulos prefixados ou indexados à inflação brasileiros já deu o que tinha que dar? No olimpo dos multimercados brasileiros, não há consenso – as cartas divulgadas pelos gestores ao longo desta semana dão uma amostra disso.

 A SPX zerou as posições em juros brasileiros depois da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que reduziu a meta para os juros básicos a 7% (contra 14% no começo de 2017). 

A renomada gestora carioca conta na carta que está posicionada para a abertura dos juros americanos e europeus – com a expectativa de que o Fed (banco central americano) tenha que abrir o ralo da piscina monetária global com mais velocidade do que o mercado espera. 

A equipe da Verde, por sua vez, de Luis Stuhlberger, conta na mais recente carta que a maior posição do fundo é em juro, não somente reais – preferência antiga do gestor, mais defensiva, dada a proteção contra inflação – como também em prefixados.

A curva de juros prefixados, escreve a equipe do Verde, é a classe de ativo que parece embutir hoje maior prêmio de risco em relação a eleição.

Na parte prefixada, a preferência da Verde é por vencimentos a partir de 2020, com taxas entre 10% e 11%. No momento em que escrevo para você, no Tesouro Direto, sistema de vendas de títulos públicos à pessoa física, os papéis para 2020 em diante estão com prêmio um pouco menor – pagam entre 7,98% e 9,57%.

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

perfil do autor

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Luciana Seabra

CFP®, é jornalista e mestre em Economia. Foi repórter de investimentos por cinco anos do Valor Econômico, reconhecida pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com o 9º Prêmio Imprensa de Educação ao Investidor. É responsável pelo primeiro relatório de análise independente de fundos do Brasil, “Os Melhores Fundos de Investimento” na Empiricus.

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