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TIPOS DE RENDA FIXA

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as aplicações em renda fixa nem sempre possuem rentabilidade fixa e podem ser classificadas em 3 categorias.

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(Shutterstock)
TIPOS DE RENDA FIXA

 

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as aplicações em renda fixa nem sempre possuem rentabilidade fixa e, por isso, podem ser classificadas em 3 categorias:

 

1 Prefixados:

Os investimentos prefixados são aqueles em que a rentabilidade é fixada no ato da aplicação e é determinada previamente (de 14% a.a., por exemplo). Vale ressaltar que a taxa só é garantida se o investimento for levado até o prazo do vencimento. Ele pode ser considerado um investimento de baixo risco por ter uma rentabilidade previsível.

 

2 Pós-fixados:

Nos investimentos de renda fixa pós-fixados o retorno fica atrelado à variação da taxa básica de juros da economia (SELIC ou CDI). Apesar de não saber ao certo qual a rentabilidade ao final do período, é um investimento de baixa volatilidade, pois as variações na taxa de juros SELIC não são frequentes e não costumam ser muito significativas.

 

Em geral são investimentos conservadores e possuem alta liquidez, ou seja, possuem prazos curtos de resgate. Por isso são muito indicados para a constituição da reserva de segurança. Nos investimentos de renda fixa pós-fixados, o retorno do investimento (rentabilidade) só será conhecido na data de vencimento do título. Normalmente está atrelado ao CDI/Selic.

 

3 Pós-fixados Indexados à inflação - IPCA:

Nestes investimentos a rentabilidade é composta de 2 partes: Taxa de juros prefixada  e outra parte relacionada ao IPCA.  Nesta segunda parte, a indexação é vinculada à inflação, protegendo o seu poder de compra, porque acompanham e inflação do período. Normalmente têm prazos de vencimento mais longos que, no caso de títulos públicos podem chegar a 40 anos.

 

Os investimentos indexados à inflação têm uma grande vantagem que é oferecer rentabilidade real, ou seja, garantem uma taxa acima da inflação. O ponto que deve ser observado é a volatilidade (oscilação). Especialmente nos títulos com vencimentos longos, a volatilidade pode ser muito grande e existe a possibilidade de perdas caso o investidor precise resgatar seus investimentos antes do prazo. Em geral são ótimas opções para os objetivos de longo prazo, especialmente para a independência financeira.

 

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

perfil do autor

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André Santos

Graduado em Administração Financeira, pós-graduado pela FGV em Gestão Empresarial, especialista em investimentos pela ANBIMA, consultor, palestrante, educador e terapeuta financeiro pela DSOP e associado a ABEFIN (Associação Brasileira de Educadores Financeiros). andre.santos@DSOP.com.br

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