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5 crenças sobre dinheiro que não servem para nada.

As mesmas crenças que impedem a criação de uma cultura financeira também impedem a prosperidade.

 

 

 

As nossas crenças definem sistematicamente um modo de perceber o mundo social, cultural, físico e psicológico e, normalmente, elas se formam e são interiorizadas durante a nossa infância. 
Há crenças sobre dinheiro que só servem para confundir e atrapalhar a nossa vida financeira.
Preste atenção naquilo que você acredita e pensa sobre dinheiro.

 

1) Dinheiro foi feito para gastar.

 

A maioria das pessoas acredita que o dinheiro só tem duas finalidades: pagar contas e ser gasto.
Com base nessa crença poderosa que nos acompanha ao longo de nossa infância e juventude e é reforçada pela mídia que nos leva a desejar ter “coisas” que nem precisamos, mas que acreditamos que precisamos imediatamente, é que crescemos acreditando que o dinheiro só tem mesmo estas duas finalidades e,assim, inconscientemente, vamos avançando em idade sem nos darmos conta que podemos criar oportunidades maiores e mais fascinantes com o nosso dinheiro.

 

2) Só é possível ter alguma coisa se tivermos uma dívida.

 

Se nessa vida não se tem garantia de nada, então, como será possível prosperar com base em uma crença que leva uma pessoa ao endividamento contínuo? 
Se uma pessoa vier a perder o seu emprego ou se, ainda, esta mesma pessoa precisar dispor de um dinheiro para alguma emergência, como é que ela honrará as suas dívidas?
É através de um bom planejamento financeiro que uma pessoa realizará seus sonhos com tranquilidade e não na base do “depois a gente vê como fica”.

 

3) Rico é miserável.

 

A natureza de cada um é de cada um e não importa o nível social.
Quem é miserável é miserável porque é. 
O dinheiro não tem o poder de transformar ninguém em coisa alguma; ele apenas reforça aquilo que uma pessoa já é.

 

4) Não guardo dinheiro porque nem sei se amanhã estarei vivo.

 

Para quem está vivo e pensa, esta crença é apenas uma desculpa para gastar sem remorso e uma forma egoísta de pensar a vida.

Melhor mesmo é viver dentro da própria realidade financeira, para se ter tranquilidade no presente, pensar e organizar a vida para viver o futuro e, se vier a morrer no meio do caminho, saber que , até na morte, não atrapalhou a vida financeira de ninguém. 
Esqueça essa crença porque, na verdade, ninguém sabe o dia que irá morrer.

 

5) Eu não ligo para o dinheiro.

 

Ninguém liga para o dinheiro porque ele não tem um número para ser chamado. 
Dinheiro move o mundo e precisamos dele por questões básicas de sobrevivência e nos agrada a ideia do que ele pode nos proporcionar. 
Acreditar que se pode viver de forma simplificada ou minimalista é uma coisa, não ligar para o dinheiro é outra bem diferente.

 

Lembre-se que nossas crenças são, em grande parte, responsáveis pelos resultados de nossa vida, então, talvez esteja na hora de atualizar as crenças que não servem para nada e substituí-las por outras que façam sentido para a sua vida.
Alguém já mencionou algo sobre isso: “Tenha cuidado com o que você acredita, pois aquilo que você acredita é o que você pensa e aquilo que você pensa uma hora se torna realidade.”

 

Conhece outras crenças sobre dinheiro?
Compartilhe e leve mais pessoas a refletirem sobre suas próprias crenças e fazerem uma autoanálise sobre como estas crenças podem estar interferindo em suas vidas financeiras.

 

Juntos somos melhores.
 

 

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

perfil do autor

Silvia Alambert

Silvia Alambert é fundadora e CEO da The Money Camp® no Brasil. Educadora financeira de crianças e jovens, é certificada e licenciada pela Creative Wealth® Intl (USA) e coordenadora do projeto de educação financeira para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade sócio-econômica pelo ITESA (Instituto de Tecnologia Social Aplicada).

Eli Borochovicius

é professor da The Money Camp® na região metropolitana de Campinas e professor de finanças e gestor de orçamento da PUC-Campinas. Trabalhou por mais de 15 anos em empresas financeiras no Brasil e foi diretor financeiro no exterior. É mestre em educação pela PUC-Campinas, possui MBA Executivo Internacional pela FGV, MBA em empreendedorismo pela Babson College/US, pós-graduado em política e estratégia pela USP e formado em Comércio Exterior e Diplomado pela ADESG/SP.

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