Direto da América
Dinheiro e estilo de vida
Tito Gusmão

Marfrig, a estrela do mercado de divida, sobe mais 1.5%, gerando mais de 31% em ganhos

Marfrig foi a estrela do dia com seus papeis subindo +1.5%, lideras pelo Marfrig 2021.  Vários bancos estavam vendidos nesses papeis com o anuncio na quinta da intenção da empresa de repetir a operação de algumas semanas atrás e emitir mais divida longa para recomprar sua divida mais curta.
Blog por Luiz Schlittler  

O mercado de divida externa, nesta quinta feira foi dominado por movimentos técnicos relativos ao fluxo.  Títulos com qualquer venda caíram 0.5% em media e aqueles que tiveram qualquer tipo de demanda subiram 0.5%.   Os volumes foram baixos já que boa parte dos bancos e investidores estão esperando pelos números de criação de empregos nos Estados Unidos a ser divulgados na manha de sexta feira.

Títulos com demanda foram VALE, Gerdau, Braskem, Odebrecht , Caixa, BNDES e Marfrig (que anunciou mais uma recompra de títulos).

Títulos bem ofertados foram ao papeis perpétuos do Banco do Brasil (nova emissão vindo segunda), Fibria e Brazil Foods.

O fluxo de investimentos em fundos de mercado emergentes continua forte com captação  de mais de USD1.1Bi. 

O famoso derivativo de credito, Proteção Brasil 5 anos fechou a 1.42% vindo de 1.46% no dia anterior. Esse derivativo em caso do Brasil não pagar a sua divida nos próximos 5 anos paga ao comprador $100.00 para cada unidade comprada ao custo de $1.42 ao ano.  Por isso serve como uma luva para medir a probabilidade que o mercado espera do Brasil não pagar a sua divida nos próximos dias.

Marfrig foi a estrela do dia com seus papeis subindo 1.5% no dia, lideras pelo Marfrig 2021.  Vários bancos estavam vendidos nesses papeis com o anuncio na quinta da intenção da empresa de repetir a operação de algumas semanas atrás e emitir mais divida longa para recomprar sua divida mais curta.

Os papeis subiram em media 1.5% no dia.   Desde a mínima do títulos Marfrig 2021 em 17 de dezembro os papeis já subiram 25.4%. Adicionando os juros recebido de 6% no período chegamos a um retorno de mais de 31% em 6 meses.  Excelente motivo para os investidores que acreditaram na empresa continuar celebrando o belíssimo ano.

A politica de alongamento de divida de curto prazo e as prudentes medidas tomadas pela empresa em relação a sua alavancagem explicam o sucesso desse investimento.  Pagamentos de empréstimos muito concentrados num mesmo ano são um dos principais motivos para empresas e países não pagarem suas divida e entrarem em “default”. Esse projeto da Marfrig alongar sua divida e suavizar esses pagamentos realmente melhoram em muito o perfil de risco de credito da empresa.

Note que no mesmo período as suas ações subiram apenas 41% vindo de R$3.90 para R$5.50.

No entanto, eu prefiro muito mais um retorno de 30% em títulos do que 41% em ações dada a volatilidade muito maior das ações e a capacidade de se facilmente alavancar em Títulos a baixo custo  (1%) ao ano o que não seria viável nas suas ações.   Com alavancagem o retorno desses títulos seria facilmente de mais de 60% em 6 meses. 

Importante: As opiniões contidas neste texto são do autor do blog e não necessariamente refletem a opinião do InfoMoney.

Deixe seu comentário

Perfil dos blogueiros

Tito Gusmão é andarilho, morador de Manhattan e fica plugado 24 horas por dia no mercado financeiro. Nas horas vagas, se acha roqueiro e costuma jogar basquete contra os americanos (seu score está em 50/50, mas promete melhorar). Comandou a área de análise da maior corretora do Brasil e agora está lançando um projeto para dominar o mundo. titocgusmao@gmail.com e www.pregaoemcasa.com.br