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Você quer saber qual foi o destaque do balanço da Ultrapar? Pergunta lá no posto Ipiranga!

Em um contexto macroeconômico complicado, a companhia teve um resultado em linha com o esperado, mas com grande destaque positivo para o Ipiranga

Ipiranga Ultrapar
(Reprodução Youtube)

SÃO PAULO - As ações da Ultrapar (UGPA3) registram queda de 2% nesta quinta-feira, dia após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2016. Mas isso não quer dizer que o resultado tenha sido de todo ruim. 

Por sinal, os analistas que comentaram o resultado destacaram que ele foi em linha ou levemente positivo, com destaque para o carro-chefe da empresa, que a faz ser conhecida no Brasil todo: o posto Ipiranga

A companhia informou que teve lucro líquido de R$ 436 milhões no quarto trimestre, queda de 12% ante mesma etapa de 2015, refletindo desempenho mais fraco nos braços industriais, diante da economia em recessão. 

Conforme destaca o Itaú BBA, os resultados foram em linha com as expectativas, mas a composição do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi ligeiramente diferente, com os números mais fortes do que o esperado da Ipiranga, compensando a divisão química Oxiteno e a Ultracargo. "A Ipiranga apresentou fortes margens, mas volumes fracos, conforme esperado", afirmaram os analistas do banco. 

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A Oxiteno teve receita líquida de R$ 832 milhões, baixa de 23% ano a ano, principalmente devido à redução de preços das commodities. Já a Ultragaz teve receita líquida 10%  maior na mesma comparação, para R$ 1,379 bilhão, com maior volume de vendas e repasse de preços maiores do GLP da Petrobras.

"Os resultados operacionais foram fracos na unidade química, que teve a menor margem em muitos anos, prejudicada pela valorização do real e maiores custos de insumos", avalia o Santander. 

Enquanto o Santander e o Itaú BBA destacam que o balanço foi em linha, o BTG Pactual se mostrou surpreso positivamente com os números. Os números foram melhores do que o esperado para o quarto trimestre, sendo 1,5% acima das estimativas do banco.  

O destaque? Mais uma vez, o posto Ipiranga: "as margens compensaram a queda nos volumes, O Ebitda por metro cúbico da Ipiranga aumentou para R$ 152,00, de R$ 132,00 há um ano, apesar da queda de 8% dos volumes. "A nova política de preços da Petrobras provavelmente reduziu o efeito líquida dos ganhos da companhia de importações e estoques. Então, o fato de bater a estimativa foi um bom indicador", apontam os analistas do BTG. O Ebitda total por unidade atingiu R$ 863 milhões versus R$ 762 milhões estimados pelo banco, enquanto 169 lojas foram abertas no período, um número 50% maior do que no terceiro trimestre.

Os analistas de bancos também mostram divergência sobre a recomendação para os ativos. Enquanto o BTG segue com recomendação de compra para os ativos, com preço-alvo de R$ 80,00, o Santander tem recomendação de manutenção com preço-alvo de US$ 21,00 para os ADRs (American Depositary Receipts), apontando a falta de catalisadores no curto prazo:  "2017 deve ser mais um ano de transição - e, portanto, de menor crescimento para a empresa".

Por enquanto, o destaque da companhia vem sendo o posto Ipiranga. Para os próximos trimestres; já para o médio e longo prazo o destaque fica com as aquisições da rede de postos Ale e da Liquigás, que contam com interessante potencial de ganho de sinergias e rentabilidade, avalia a Coinvalores. "Logo, reiteramos nossa recomendação de compra para os ativos da Ultrapar,  principalmente para investidores mais conservadores e que buscam retorno num horizonte de tempo mais longo".

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Thiago Salomão

Editor-chefe do InfoMoney, analista CNPI-P (Fundamentalista e Técnico), criador e analista responsável pela Carteira Recomendada InfoMoney e professor do curso "Como Montar uma Carteira de Ações Vencedora". Formado em Administração de Empresas pelo Mackenzie, com MBA em Mercados Financeiros pela Fipecafi e pela UBS/BM&FBovespa.

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