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Luiz Barsi explica por que comprar ação do BB hoje vale ainda mais a pena do que em 2008

Direcionar recursos para o Banco do Brasil no presente estágio mostra ser uma aplicação competitiva, já que o histórico de distribuições assim o demonstra, afirma um dos maiores investidores pessoas física da Bovespa

SÃO PAULO - Um dos maiores investidores pessoa física da Bovespa, Luiz Barsi Filho, destacou como grande oportunidade e até mais atrativa do que em 2008, comprar ações do Banco do Brasil (BBAS3) [que registra queda de 10% só este ano] "por considerar que a formação de uma estrutura previdenciária lastreada em suas ações parece, não só viável, como oportuna". 

Ao falar sobre os investimentos em ações, Barsi ressalta que, quando se objetiva investimentos programados, capazes de formatar um portfólio previdenciário, a dinâmica [do investimento] se altera em termos de conceito e expectativa. "Isto, porque aguardamos prioritariamente resultados vindos do lucro da atividade econômica, e não das oscilações nos preços das ações". Segundo ele, os papéis do BB concentram fatores de segurança, rentabilidade e liquidez, requisitos fundamentais exigidos para boas aplicações de médio e longo prazo.

Operando com alta mais forte que seus pares nesta quinta-feira (14), as ações do Banco do Brasil ganharam força no fim do pregão e ajudaram o Ibovespa a ter seu melhor pregão do ano. Os ativos do banco fecharam com alta de 5,61%, cotados a R$ 13,56.

Ao olhar para o retrospecto de distribuições anuais de dividendos e juros sobre capital próprio entre 2008 e 2015 do BB, chega-se ao valor de R$ 13,7682 por ação, o que representa uma média anual de proventos de R$ 1,7210 por ação, enquanto a distribuição dos últimos três exercícios, de 2013, 2014, 2015, alcançou uma média anual de R$ 2,0315, a R$ 6,0947 por ação.

Isso representa um dividend yield (dividendos/valor por ação) médio de 10,1575% sobre a cotação de R$ 20,00. Entretanto, com a cotação atual de R$ 13,50, o yield médio está em 15,0480% do resultado. "Observa-se então uma grande oportunidade de compra, mais atrativa do que em 2008, quando a crise sistêmica pressionou os preços para cerca de R$ 11,80", ressalta Barsi.

Uma prova disso apontada por ele é a relação entre o preço e o patrimônio de 2008. Na época, ele estava em 1,32 vez; já hoje, a relação está inferior, a 0,47 vez. "Portanto, direcionar recursos para o Banco do Brasil no presente estágio mostra ser uma aplicação competitiva, já que o histórico de distribuições assim o demonstra", afirma o investidor.

Por outro lado, além dos ganhos provenientes de juros e dividendos, Barsi aponta uma outra vantagem: a probabilidade das ações alcançarem patamares superiores de preços, o que poderia resultar em ganhos de alavancagem, já que o histórico de preços das ações do BB, em média, suplanta os R$ 18,00. 

Assim, afirma, torna-se viável a "possibilidade de um projeto previdenciário". "Por exemplo, se aplicarmos a quantia de R$ 532 mil na compra de 40 mil ações do BB a cotação de R$ 13,30, apuraríamos cerca de R$ 81.260 mil em juros e dividendos anuais. Esse valor equivaleria a um montante mensal de R$ 6.771,67, superior talvez se o mesmo valor fosse investido em um imóvel para fins de alocação". E a diferença é flagrante se comparada aos planos de VGBL e PGBL, ressalta, "já que os resultados aparecem de imediato, enquanto os demais programas somente renderão proventos após dez ou vinte anos", conclui. 

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Luiz Barsi
(Rodrigo Paiva)

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