SÃO PAULO - Com o possível rompimento do acordo de comércio automotivo entre o Brasil e o México, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) informou em nota que considera importante a manutenção deste acordo, por sua relevância como fator de integração comercial e de fomento do comércio bilateral entre os dois países.
Na nota, a Anfavea afirma que acordos internacionais de comércio, a exemplo do Acordo Brasil-México, são dinâmicos e podem ser atualizados, ampliados ou ajustados em sua abrangência e condições.
Por isso, a Associação defende a celebração de novos acordos internacionais de comércio e preferências tarifárias, como forma de induzir e promover o comércio exterior brasileiro, além de ser um fator de estabilidade e de competitividade das relações de trocas.
Acordo
Segundo a Associação, o comércio automotivo de veículos e peças Brasil-México, no valor de US$ 4,3 bilhões em 2011, representa 47% do fluxo comercial entre os dois países. Entre 2000 e 2011, as exportações brasileiras de veículos e peças para o México totalizaram US$ 21,2 bilhões e as importações totalizaram US$ 8,7 bilhões.
De acordo com o economista especializado em varejo automotivo, Ayrton Fontes, a medida tem como objetivo proteger as indústrias brasileiras.