SÃO PAULO - O Bank of America Merrill Lynch está menos otimista para o mercado de ações em fevereiro do que no primeiro mês de 2012. Isso porque a alta apresentada pelas bolsas mundiais no mês passado foi bem elevada, na esteira da possibilidade de negociação entre a Grécia e seus credores, e também do crescimento mais acelerado da economia nos Estados Unidos.
Conforme mostra a equipe de análise do banco, o S&P 500, índice acionário norte-americano que acompanha as 500 principais ações da bolsa do país, já apresenta um avanço relevante no ano. Com alta de 5,40% até esta data, o benchmark encontra-se em 1.326 pontos, se aproxima da projeção do BofA para 2012, de 1.350 pontos - atualmente, ele encontra-se em 1.326 pontos. Considerando os últimos dois meses de negócios, o rali foi de 14% na medição em dólares.
E na Europa?
Na Europa, Martins avalia que a percepção de risco ao setor financeiro também foi menor durante esse início de 2012, o que fez com que os investidores começassem a procurar ativos de maior risco - e também maior retorno -, como ações de consumo cíclico. O Eurostoxx 50, benchmark do continente que leva em conta blue chips de 12 países da Zona do Euro, subiu quase 8% no ano.
No entanto, o BofA alerta para a perda de fôlego deste movimento. “Nós esperamos uma reversão dessas negociações no curto prazo”, informa o relatório. Segundo o texto, a performance bem melhor das ações de empresas cíclicas em relação às defensivas “parece ser extensa demais”.
Otimismo com o Brasil
Já em relação à BM&F Bovespa, o banco acredita na continuidade do cenário positivo. A alta deve ser sustentada por um crescimento maior do que o esperado do lucro das empresas listadas - aproximadamente 10% em 2012 e mais 10% em 2013 -, desde que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no País continue sustentado.
Em sua carteira recomendada para fevereiro, o BofA demonstrou preferência para os papéis dos setores financeiro, de indústria pesada, bem como o de saúde e de educação brasileiros.