SÃO PAULO - Dando sequência aos ganhos da véspera, o Ibovespa opera no campo positivo na tarde desta quarta-feira (1), impulsionado pelo entusiasmo do mercado após os líderes da União Europeia concordarem com os detalhes do pacto fiscal, que deve ser assinado em março.
Além disso, a agenda de indicadores econômicos revela dados de grande importância sobre o desempenho da economia global. Entre eles está a melhora no setor industrial da China, compensando as preocupações com os esforços da Grécia, ainda sem sucesso, em chegar a um acordo com seus credores privados.
Enquanto isso, na Zona do Euro, o PMI da região subiu de 46,9 em dezembro para 48,8 no mês passado. Apesar do melhor resultado em cinco meses, o índice segue abaixo da marca de 50, o que significa que a atividade ainda está encolhendo. Já na agendas norte-americana, o principal foco fica para a quantidade de novos postos de trabalho criados no setor privado norte-americano durante janeiro, que veio abaixo do que o mercado esperava.
OGX confirma hidrocarbonetos em Santos
Entre as notícias em destaque no setor corporativo, as ações da OGX (OGXP3, R$ 17,47, +5,56%) disparam após a companhia confirmar a existência de reservatórios microbiais no pré-sal com hidrocarbonetos em águas rasas da Bacia de Santos.
“A confirmação destes reservatórios do pré-sal em águas rasas da bacia de Santos, pela equipe da OGX, representa um marco para a indústria e reforça o enorme potencial das bacias sedimentares brasileiras”, comentou o presidente Eike Batista.
Gafisa lidera ganhos após rumores de venda
No mesmo sentido, as ações da Gafisa (GFSA3) lidera os ganhos no Ibovespa, dispando 8,18% no dia, sendo negociadas a R$ 5,16. Na véspera as ações da companhia valorizaram 6% após rumores no mercado de que a companhia recebeu uma oferta de um fundo de investimento para comprar todas as ações da empresa, de acordo com informações da Bloomberg.
Redecard e Fibria: expectativa por balanços trimestrais
Enquanto isso, a temporada de balanços trimestrais começa a ganhar força no front doméstico. Após o fechamento do pregão desta terça-feira, as Redecard (RDCD3, R$ 31,76, +0,83%) e Fibria (FIBR3, R$ 14,18, -0,49%) revelarão os seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2011.
Em relação aos resultados trimestrais da Redecard, os bancos e corretoras demonstram otimismo, na expectativa de que os números reflitam a continuidade do programa de redução de custos da companhia, que resultou em aumento das margens operacionais, apontaram os analistas de mercado.
Já o resultado do quarto trimestre da Fibria deve mostrar números fracos, na opinião dos analistas. De acordo com eles, os preços mais baixos da celulose nos últimos três meses do ano serão o principal driver para o desempenho negativo da empresa no período. Em relatório, os analistas Marcos Assumpção e André Pinheiro, do Itaú BBA, apontam que o preço da celulose recuou para US$ 694 milhões por tonelada, um "patamar 16% menor do que o registrado no trimestre anterior".
Bradesco descarta novas aquisições
Enquanto isso, após revelar dados trimestrais abaixo da expectativa do mercado na véspera, com lucro líquido de R$ 2,72 bilhões, inferior aos R$ 2,98 bilhões do mesmo período do ano passado, o presidente-executivo do Bradesco (BBDC4, R$ 31,14, -0,83%), Luiz Carlos Trabuco, afirmou que planeja continuar concentrando as atenções no crescimento orgânico e descarta realizar novas aquisições em 2012. "Nosso foco é o crescimento orgânico, não há nada em perspectiva", afirmou Trabuco durante teleconferência.
Totvs tem lucro líquido recorde
Também no dia anterior, a Totvs (TOTS3, R$ 31,10, +3,53%) anunciou um lucro líquido consolidado de R$ 60,03 milhões no quarto trimestre de 2011, o maior lucro trimestral da história da companhia, um crescimento de 42,9% frente ao mesmo período de 2010. Assim, a empresa atingiu um lucro de R$ 169,38 milhões em 2011, 23,2% superior ao que havia sido registrado em 2010.
TAM espera aumento de demanda de até 11%
Já a companhia aérea TAM (TAMM4, R$ 37,47, +0,24%) estima um avanço entre 8% e 11% na demanda por voos domésticos neste ano. A empresa espera que o segmento de aviação comercial continue aquecido, alinhado com a alta do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e a entrada de novos passageiros.
A TAM afirmou que não projeta novas rota para 2012 e prevê fechar o ano com um load factor (capacidade efetivamente utilizada) entre 72% e 74% no segmento doméstico e entre 83% e 85% no internacional.
Marcopolo fecha parceria com norte-americana Navistar
Por sua vez, a Marcopolo (POMO4) anunciou que sua coligada Neobus (San Marino Ônibus e Implementos) assinou um termo de compromisso não vinculante com a empresa norte-americana Navistar para a formação de uma parceira. O objetivo será a fabricação de ônibus completos com foco inicial nos mercados norte-americanos e da América do Sul.
Segundo o comunicado, por meio desta associação, a San Marino aumentará seu portfólio e expandirá sua atuação geográfica. Na nova configuração societária, a participação da Marcopolo na San Marino passará a ser de 33,0%.
MPX Energia: adiamento de operações
No setor elétrico, a MPX Energia (MPXE3, R$ 46,85, -0,11%) anunciou nesta quarta-feira que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou, em reunião pública realizada em 31 de janeiro, o adiamento de até 90 dias para o início das operações da usina de Itaqui, no Maranhão.
De acordo com o comunicado, a Aneel aprovou o cronograma de implantação da usina termelétrica de Itaqui e também a data de início de suprimento prevista nos CCEAR (Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado). O prazo passa a ser contado a partir de 1 de janeiro de 2012.
Queiroz Galvão: atualização de perfuração
A Queiroz Galvão Participações (QGEP3, R$ 13,85, -2,74%) divulgou nesta terça a atualização da perfuração do Bloco BM-S-12, operado pela Petrobras (PETR4, R$ 24,74, +0,69%; PETR3, R$ 27,03, +0,45%), no qual sua controlada, a Queiroz Galvão Exploração e Produção, detém 30% de participação.
A Queiroz Galvão afirmou ainda que uma manutenção nos risers está em andamento e com retorno da perfuração em direção ao prospecto Santos previsto ainda para o mês de fevereiro.
Marfrig é multada em R$ 1 milhão após acidente
A Polícia Militar Ambiental multou em R$ 1 milhão o frigorífico Marfrig (MRFG3, R$ 8,14, +1,50%) devido ao acidente com gás tóxico ocorrido na véspera e que provocou a morte de quatro pessoas em Bataguassu (MS). Outras 16 pessoas foram medicadas e três permanecem internadas nesta quarta-feira.
De acordo com a PMA, a multa foi aplicada em virtude da poluição causada pelo gás que foi liberado em decorrência de uma reação química. A entidade ressalta, porém, que o valor poderá ser ampliado ou reduzido pelo Instituto de Meio Ambiente, ao final do processo administrativo.